Fevereiro 26, 2018

Património

 Sendo uma freguesia marcadamente pitoresca, visitar a Camacha é indubitavelmente conhecer uma terra singular com fortes heranças culturais e naturais. O vasto património natural e edificado que nos proporciona, permite-nos fazer uma viagem intemporal ao longo da História desta freguesia do concelho de Santa Cruz. Conhecer o nosso património é percorrer um longo caminho marcado pela vivência quotidiana das gentes da Camacha, que nos fará descobrir todo o encanto desta freguesia.

 

  • PATRIMÓNIO EDIFICADO

Visitar esta freguesia do concelho de Santa Cruz é percorrer um longo caminho enredado nos seus patrimónios. A paisagem e a orografia suportam as constantes marcas de humanização do espaço. Construíram-se as habitações, os caminhos – muitos deles sinuosos – as veredas, as levadas, as pontes, os fontanários, os moinhos de água, as capelas, as igrejas, enfim, um conjunto de referências construídas que hoje fazem a memória daquela localidade. A Camacha é uma terra de belas e graciosas Quintas. Destacamos a Quinta Ornelas, berço do conselheiro Aires de Ornelas, a Quinta da Camacha e Quinta do Vale Paraíso (aldeia do Padre Américo). Sítios, como o dos Salgados, não deixam esconder um certo vislumbre pelo passado da freguesia. O núcleo de casas que o compõem é verdadeiramente espantoso. Encaixadas nos poios que as suportam, revelam uma homogeneidade única no concelho, razão pela qual deveria merecer um coerente plano de salvaguarda patrimonial.

 

  • PATRIMÓNIO NATURAL

A Camacha, com toda a sua envolvência natural, é um espaço onde o ar fresco, as levadas e o verde da paisagem proporcionam interessantes momentos de lazer, no qual predomina uma enorme diversidade biológica. As várias espécies da avifauna e o património vegetal indígena e exótico, juntamente com os elementos hidrogeológicos, constituem fortes atrativos para uma visita a esta maravilhosa freguesia. É um espaço onde podemos observar ao longo das veredas, jardins e quintas um interessante conjunto de espécies exóticas de praticamente todas as partes do mundo. Para além desta diversidade, o grande porte de alguns espécimes provoca admiração. A vegetação indígena mistura-se com a introduzida, estando no entanto bem representada. Os Tis, os Folhados e o Aipo do Gado (planta herbácea que só se encontra nesta Ilha e nos Açores) encontram-se frequentemente dispersos pelos campos de cultivo devido à sua utilidade como alimento para o gado.